A FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos) determinou a inspeção de centenas de jatos Boeing 737 Max em busca de rachaduras na fuselagem, alertando que danos não detectados poderiam comprometer a integridade estrutural da aeronave.
A nova diretriz de aeronavegabilidade aplica-se a cerca de 470 aeronaves Boeing 737 Max 8, Max 9 e Max 8-200 registradas nos Estados Unidos.
Segundo a FAA, foram encontradas rachaduras em algumas aeronaves em um reforço estrutural ao redor da porta de serviço dianteira, no lado direito do avião, próximo à cozinha dianteira.
As companhias aéreas devem inspecionar a área seguindo um cronograma baseado no uso de cada aeronave e realizar reparos em quaisquer rachaduras antes de devolver o avião afetado à operação.
A Boeing alterou seu processo de fabricação para solucionar o problema em aeronaves recém-fabricadas, informou a FAA. A CNN entrou em contato com a Boeing para solicitar um posicionamento.
A FAA não determinou a suspensão dos voos das aeronaves, afirmando que os intervalos de inspeção exigidos oferecem múltiplas oportunidades para detectar fissuras antes que elas possam comprometer a integridade estrutural do avião.
A diretriz entra em vigor em 10 de setembro.
Esta não é a primeira vez que a empresa precisa lidar com fissuras estruturais em modelos 737.
Em 2019, foram ordenadas inspeções em algumas aeronaves Boeing 737-700, 737-800 e 737-900, após a detecção de fissuras no componente que conecta a fuselagem às asas.
