A Polícia Federal apresentou nesta quinta-feira (6) o relatório final do Inquérito Policial que apurou as circunstâncias da queda de um avião da Voepass no interior de São Paulo, em agosto de 2024. Segundo Carlos Eduardo Palhares, diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, o acidente foi resultado de uma “soma de violações”.
Segundo o diretor, voos anteriores da companhia aérea já haviam registrado alertas para o problema no sistema de degelo.
“Aqueles pilotos sabiam que aquele componente estava em falha. Era obrigação do piloto reportar [o problema] à equipe de manutenção. Mas não foi reportado […] Existia conhecimento dos pilotos sobre a condição da aeronave e que deveriam impedir o voo. A soma de todas essas violações levaram à queda do avião”, disse Palhares.
Durante a coletiva, o diretor explicou que, logo nos minutos iniciais após a decolagem, o painel emitiu o primeiro alerta de gelo. Posteriormente, outros dois alertas foram enviados dentro da cabine, sendo eles:
Cruise speed low (velocidade abaixo do recomendado - luz azul no painel): exige providências imediatas de recuperação de velocidade;
Degraded performance (luz e aviso sonoro): indica perda crítica de performance aerodinâmica;
Increase speed (aumentar velocidade e alertas sonoros severos): estágio que antecede a perda total de sustentação.
