As consequências do Super El Niño podem provocar cenários extremos no território brasileiro: chuvas acima da média na região Sul e secas intensas no Norte. Enquanto o fenômeno já se confirmou nas previsões climáticas, também ganhou destaque na Climate Week São Paulo, nesta quinta-feira (6).
No painel Super El Niño: Do Alerta Climático à Ação Urbana, especialistas debateram dados e estratégias de mitigação e adaptação aos efeitos desta manifestação ambiental que deve acontecer entre a primavera deste ano e início de 2027. “Qual a diferença hoje de todos os El Ninõs? Porque nós estamos vivendo, na pele, as mudanças climáticas.
O El Niño vai se espalhar pelo país de forma diferente, então cada território vai ter sua peculiaridade, assim como seus efeitos e riscos. Mudança climática no Brasil é excesso ou escassez de chuva. Temos dados, diagnósticos, informações. A distância que preocupa é entre conhecimento e ação”, destacou a presidente do Instituto Brasileiro de Adaptação Climática (IBRAAC), Luciana Lanna.
Na Amazônia, a projeção é de poucas chuvas, atraso das estações, rios em níveis críticos, aumento de risco de incêndios florestais e degradação da qualidade do ar.
O nordeste brasileiro poderá registrar prolongamento da seca e maior pressão sobre os reservatórios de água.
Por outro lado, o Sul deverá sofrer consequências contrárias, com a presença de chuvas intensas.
