A última Copa do Mundo mostrou como uma derrota pode revelar problemas que permaneciam encobertos. A contratação de um treinador consagrado como Carlo Ancelotti fez muitos acreditarem que essas deficiências seriam superadas naturalmente. Não foram.
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Houve, contudo, um aspecto positivo. A chegada do treinador italiano trouxe de volta a respeitabilidade da camisa amarela. Grande parte da mídia que diminuía a importância da Seleção Brasileira e endeusava o futebol europeu teve de se curvar ao fato de um dos melhores técnicos do mundo ter aceitado dirigir uma equipe que, para eles, era uma "furada".
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Fora isso, esta primeira fase de Ancelotti como treinador revelou, até agora, aspectos que eram apenas uma hipótese no início. Explico: deixou aberta uma possibilidade pouco mencionada antes da Copa do Mundo, em meio à expectativa relacionada ao tal ciclo de quatro anos. Ancelotti, por sua carreira e pelo que tem demonstrado, pode ter sido visto de forma equivocada. Até agora, mostrou indícios de que tem perfil muito mais de um treinador para um ano e pouco do que para um ciclo completo de quatro anos.
Como treinador, foi no Milan que permaneceu mais tempo, entre 2001 e 2009. Em todas as outras equipes que dirigiu, não ficou mais de dois anos.
