Um novo estudo publicado na última quarta-feira (05) na revista Science Advances propõe uma mudança radical na compreensão sobre a origem da vida: bactérias e arqueias podem ter alcançado a condição de organismos vivos por trajetórias evolutivas separadas.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Heinrich Heine de Düsseldorf, na Alemanha, analisou enzimas relacionadas ao metabolismo e concluiu que os dois grandes grupos de microrganismos teriam desenvolvido soluções próprias para superar uma etapa decisiva entre a química não viva e os primeiros seres capazes de sobreviver de forma independente.
A descoberta sugere que o ancestral comum universal, conhecido como LUCA, não representaria necessariamente o único ponto inicial da vida celular. Em vez disso, a história da vida poderia ter duas origens distintas após uma fase química compartilhada.
Uma nova hipótese para o começo da vida
A origem da vida envolve uma das questões mais complexas da ciência: como conjuntos de moléculas presentes na Terra primitiva passaram a formar sistemas capazes de obter energia, crescer e se reproduzir.
A pesquisa parte do papel central do metabolismo nesse processo. Embora diferentes definições de vida existam, a capacidade de realizar reações químicas para manter o funcionamento do organismo é considerada uma característica essencial dos seres vivos.
