A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que parte das big techs não tem colaborado com o combate à violência contra mulheres e criticou empresas que, segundo ela, colocam o lucro acima da proteção dos usuários.
“Nós sabemos, nós vivemos numa sociedade de classe, numa sociedade que tem interesses e às vezes esse interesse do mercado, do lucro, ele extrapola tudo e nós não podemos admitir isso”, declarou em entrevista ao Poder360 nesta 5ª feira (6.ago.2026).
Márcia Lopes afirmou que redes sociais e ferramentas de inteligência artificial podem ser usadas para ampliar o acesso à informação, mas também podem agravar situações de violência contra meninas e mulheres.
Segundo a ministra, o governo tem recebido relatos de casos de exposição de conteúdos íntimos sem consentimento e defende a aplicação de regras para as plataformas digitais.
Pela norma mencionada pela ministra, conteúdos íntimos não consentidos devem ser removidos pelas plataformas depois de um informe. Caso isso não aconteça, a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e o Ministério da Justiça poderão adotar medidas de fiscalização.
“Aquelas [plataformas] que não têm nenhuma ética em relação à vida e à sociedade, sim, porque visam ao lucro. Então, é claro que nós temos, inclusive quando o presidente Lula assinou o decreto, no dia seguinte nós já tínhamos, por parte da própria Câmara dos Deputados, 30 projetos para sustar o decreto do presidente. (…) O Estado brasileiro não pode admitir.
