A PF (Polícia Federal) concluiu, nesta 5ª feira (6.ago.2026), que a queda do avião da Voepass, que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em 9 de agosto de 2024, foi causada por uma combinação de falhas operacionais, problemas de manutenção e erro humano, e não apenas pelas condições climáticas. As informações foram divulgadas pelo G1.
O laudo final, obtido pelo G1, afirma que pilotos e funcionários da companhia tinham conhecimento de falhas no sistema de degelo da aeronave, mas os problemas não foram registrados nem corrigidos antes do voo. Com base na investigação, a PF deve indiciar 17 pessoas por atentado contra a segurança do transporte aéreo.
A perícia mostra que pilotos de voos anteriores deixaram de registrar panes no Diário Técnico da aeronave, impedindo a realização dos reparos.
Também concluiu que o voo não deveria ter sido autorizado, já que o comandante sabia da falha no sistema de degelo e a aeronave operava com limpadores de para-brisa inoperantes, em desacordo com as regras para voos com previsão de chuva.
FALHAS NA MANUTENÇÃO
O relatório indica que uma inspeção preventiva do sistema de degelo estava atrasada em mais de 73 horas de voo. Também foram identificados indícios de erro humano em manutenções anteriores, que comprometeram o funcionamento de um sensor do profundor -a parte móvel na cauda da aeronave que faz o nariz subir ou descer.
