A cédula de produto rural financeira (CPR) tem se destacado no financiamento do agronegócio brasileiro, alcançando R$ 183 bilhões em circulação, um crescimento de 38% em um ano. No entanto, a escolha entre a CPR e o crédito bancário deve ser feita com cautela, considerando as variáveis que impactam o custo final da operação.
Funcionamento da CPR financeira
Quando um produtor rural emite uma CPR financeira, ele não está solicitando um empréstimo ao banco, mas sim vendendo uma promessa de entrega futura, lastreada em sua produção e imóvel. O comprador paga um valor presente descontado, e a diferença entre esse valor e o futuro representa o custo real da operação.
Comparação entre CPR e crédito bancário
Os custos podem variar significativamente dependendo do perfil do produtor. A seguir, três cenários exemplificam essa comparação:
Cenário 1: Produtor com crédito limpo e garantias sólidas. O custo do crédito bancário varia de 8 a 9% ao ano, enquanto a CPR pode ter um deságio de 11 a 13% ao ano.
Cenário 2: Produtor com dívida renegociada. O crédito bancário pode custar entre 14 a 16% ao ano, enquanto a CPR fica entre 12 a 14%.
Cenário 3: Produtor de grande porte com acesso a securitizadoras. O custo da CPR pode cair para 9 a 10% ao ano, com prazos de 3 a 5 anos.
Variáveis a considerar na escolha
A decisão entre utilizar a CPR ou o crédito bancário deve levar em conta quatro variáveis principais:
Limite bancário disponível: Se o custo é abaixo de 10%, priorize o banco.
