As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram queda de 12,2% no acumulado de janeiro a julho de 2026. As vendas estacionaram na faixa de US$ 20,9 bilhões no período. O país norte-americano é o 2º principal destino do setor produtivo brasileiro, atrás da China, e a contração afeta de forma direta o fluxo de dólares no mercado interno e o controle da taxa de câmbio.
O Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) divulgou os dados nesta 5ª feira (6.ago.2026). De acordo com o ministério, a baixa representa um deficit de US$ 2,9 bilhões nas receitas em relação aos US$ 23,8 bilhões embarcados de janeiro a julho de 2025.
Diretor na Secretaria de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Alves Brandão afirmou que o efeito não está diretamente ligado ao último tarifaço. “O que acontece é uma antecipação, porque as novas tarifas foram impostas depois”, disse.
No ano, as principais quedas nas exportações para os EUA foram:
petróleo - recuo de 25,5%
café não torrado - queda de 34,1%
sucos de frutas - redução de 44,2%
produtos acabados de ferro e aço - diminuição de 11%.
“Atribuo as quedas ao contexto econômico. São questões de oferta e demanda dos mercados. Não houve majoração para petróleo e houve queda. Café teve tarifa mas depois foi isento e houve queda. Cada produto tem uma dinâmica”, disse.
A redução comercial para a América do Norte tem influência do setor extrativo e do agronegócio.
