A queda do avião ATR 72-500 da Voepass, em Vinhedo (SP), no dia 9 de agosto de 2024, foi sucedida por uma sequência de alertas na cabine que começou mais de uma hora antes do impacto final. O laudo divulgado pela Polícia Federal reconstruiu, em detalhes, os últimos momentos do voo, que saiu de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP).
De acordo com o documento, a aeronave enfrentou o acúmulo de gelo nas asas, decorrente de falhas apresentadas no sistema de degelo. Com isso, o avião perdeu desempenho progressivamente e entrou em estol antes de cair em parafuso.
O acidente resultou na morte de todos os 62 ocupantes da aeronave.
Segundo os peritos, o voo decolou do Aeroporto de Cascavel às 14h58min22. Cerca de um minuto e meio depois, às 14h59min50, o piloto automático foi acionado.
Às 15h14min55, pouco depois de 15 minutos após a decolagem, a aeronave emitiu o primeiro alerta de detecção de gelo (“Ice Detection On”). Menos de um minuto depois, às 15h15min39, surgiu um novo aviso indicando falha no sistema de degelo (“Airframe Fault”).
De acordo com o relatório, aproximadamente uma hora depois, às 16h17min31, um novo alerta de formação de gelo foi registrado, indicando que a aeronave permanecia em condições propícias ao acúmulo de gelo.
Os sinais de degradação do desempenho começaram a aparecer às 16h18min40, quando o sistema de monitoramento de performance (APM) emitiu o alerta “Cruise Speed Low”, indicando velocidade inferior ao esperado.
