A Polícia Federal começou a apresentar nesta quinta-feira (6), o relatório final do Inquérito Policial que apurou as circunstâncias da queda de um avião da Voepass no interior de São Paulo, em agosto de 2024. Segundo o delegado André Ribeiro, a diretoria da companhia aérea orientava os funcionários a não registrarem falhas operacionais.
As investigações apontaram que a Voepass operava sob uma “cultura de omissão” e mantinha um padrão de não reporte de panes nas aeronaves da companhia. Segundo o delegado, a empresa “despachava a aeronave em situação de perigo e cabia ao piloto solucionar os problemas”.
No final do último mês, o relatório final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já havia concluído que o acidente foi resultado de uma sucessão de falhas da empresa, da tripulação e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Para Ribeiro, a “cultura de omissão era implementada na empresa e ia diretamente em todas as cadeias da empresa”. O delegado ainda exemplificou afirmando que, à época do acidente, “o responsável pelo MCC (Centro de Controle de Manutenção) da empresa, estava com o certificado cassado para atuar na aviação”.
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Depois do acidente, a Anac impôs restrições operacionais à companhia e, em 2025, cassou definitivamente seus certificados de operação e manutenção.
