As ações da Meta acumulam queda de 32% desde a máxima histórica registrada em agosto do ano passado. Apesar de a empresa continuar expandindo a receita, o mercado passou a questionar se os investimentos bilionários em inteligência artificial serão capazes de gerar retorno suficiente para justificar o aumento dos custos.
Se antes os investidores premiavam empresas que anunciavam aportes bilionários na tecnologia, agora a prioridade parece ser outra: comprovar que esses gastos se transformarão em lucro.
Diante disso, a Meta acabou se tornando um dos principais exemplos dessa mudança de percepção do mercado.
“Quem comprou a ação naquele momento acumula uma perda de cerca de um terço desde então. A empresa continuou aumentando a receita, mas também elevou significativamente os investimentos em infraestrutura e IA, sem mostrar ainda um retorno proporcional”, explica Marilia Fontes, apresentadora do Resenha do Dinheiro.
Ela destaca que a companhia revisou para cima sua previsão de investimentos (capex), aumentando em cerca de US$ 10 bilhões os gastos previstos para expansão da infraestrutura necessária ao desenvolvimento da IA.
Para Thiago Godoy, educador financeiro, o cenário reflete um dilema vivido por praticamente todas as grandes empresas de tecnologia.
“Hoje há um receio de ficar de fora da corrida pela IA.
