Quando os astronautas da Apollo 11 partiram rumo ao primeiro pouso humano na Lua, em 1969, levaram a bordo uma tecnologia que hoje parece impossível de imaginar. O computador responsável por ajudar a guiar a nave tinha menos capacidade do que qualquer smartphone dos mais baratos do mercado. Ainda assim, ele desempenhou um papel decisivo em uma das missões mais complexas da história da exploração espacial.
O chamado Computador de Orientação da Apollo (AGC, na sigla em inglês), que ajudou a levar a Apollo 11 até a Lua, tinha apenas 4 KB de memória de trabalho e 72 KB de armazenamento fixo, valores inferiores aos de muitas calculadoras modernas.
Em comparação, um celular básico vendido atualmente pode trazer 4 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno. A diferença chega a cerca de um milhão de vezes na capacidade de memória e é ainda maior quando se considera o espaço disponível para guardar dados.
Por isso, um smartphone moderno teria capacidade suficiente para executar o software de navegação da Apollo 11. No entanto, essa comparação deixa de lado um detalhe fundamental: o computador da missão lunar não precisava ser poderoso como um aparelho atual, mas tinha de ser extremamente confiável.
Memória pequena, missão gigantesca
O AGC foi desenvolvido pelo Laboratório de Instrumentação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e fabricado pela empresa Raytheon.
