Oito adolescentes descobriram que um colega de sala usou inteligência artificial para criar montagens pornográficas falsas com fotos retiradas de seus perfis privados nas redes sociais. O caso aconteceu em uma instituição de ensino e terminou com a identificação do responsável após uma investigação que utilizou dados fornecidos pelo Telegram. O estudante respondeu por ato infracional, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo o G1, as jovens desconfiaram que as imagens haviam sido criadas por alguém próximo e denunciaram o caso às autoridades e à escola, que prestou apoio imediato ao grupo. A investigação avançou após um advogado, pai de uma das vítimas, ingressar com uma ação de produção antecipada de provas. Com autorização judicial, dados do Telegram permitiram rastrear o endereço IP e o número de telefone usados para divulgar o conteúdo, confirmando a identidade do adolescente.
Em entrevista ao G1, uma das vítimas contou que o grupo ficou abalada ao descobrir as montagens. "Tinham fotos nossas, mas que não eram realmente nossas. Eram montagens com IA dos nossos rostos em situações pornográficas", relatou.
A jovem também afirmou que o maior choque foi descobrir que o responsável era um colega próximo. “Foi um sentimento, assim, de raiva mesmo. Uma tristeza gigante, assim. Ele estava nos nossos aniversários, dava carona e trocava mensagem de carinho, tipo, de Feliz Natal, Feliz Ano-Novo.
