O ator Wagner Moura criticou a política identitária, que organiza reivindicações com base na identidade de determinados grupos, e classificou-a como “fascismo de esquerda”. Ele questionou discussões sobre o que pode ou não ser debatido. A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Pedro Bial e exibida no programa “Conversa com Bial“, da TV Globo, de 3ª feira (4.ago.2026).
A gravação se deu em Atenas, na Grécia. O ator realiza uma turnê pela Europa, onde apresenta a peça “Julgamento - Depois do Inimigo do Povo”, que estrela e da qual é co-autor.
📹#vídeo Wagner Moura critica identitarismo: “fascismo de esquerda”
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Na entrevista, Wagner Moura relatava críticas que recebe de pessoas alinhadas à direita no espectro político por manter convicções de “justiça social” mesmo depois de ter alcançado sucesso profissional e financeiro.
“O papo dos caras é: ‘Ah, ele mora nos Estados Unidos e trabalha lá, ele não pode falar do Brasil’. Ou: ‘Ele prosperou na carreira, e então, como é que pode? Não é gay e defende gay, não é preto e defende preto”, afirmou Moura.
“Mas tem uma esquerda identitária que está começando a entrar nesse mesmo discurso”, rebateu Bial.
