Quase dois anos depois da queda de um avião da Voepass no interior de São Paulo, a Polícia Federal indiciou, nesta quinta-feira (6), 16 pessoas pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. O acidente, que aconteceu em agosto de 2024, deixou 62 pessoas mortas.
Na tarde desta quinta, a Polícia Federal começou a apresentar, em coletiva de imprensa, o relatório final do Inquérito Policial que apurou as circunstâncias do acidente.
No final do último mês, um relatório final da investigação conduzida pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) sobre o acidente apontou que a companhia aérea tinha a prática de trocar peças de aeronaves com defeito por outras “sabidamente com pane”.
Durante a coletiva de imprensa desta quinta, Carlos Eduardo Palhares, diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, afirmou que voos anteriores da companhia aérea já haviam registrado alertas para o problema no sistema de degelo.
“Aqueles pilotos sabiam que aquele componente estava em falha. Era obrigação do piloto reportar [o problema] à equipe de manutenção. Mas não foi reportado […] Existia conhecimento dos pilotos sobre a condição da aeronave e que deveriam impedir o voo. A soma de todas essas violações levaram à queda do avião”, disse o diretor.
A queda ocorreu em 9 de agosto de 2024, poucos minutos antes do pouso da aeronave, que fazia o voo 2283 entre Cascavel, no Paraná, e Guarulhos, em São Paulo.
