A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) afirmou nesta quinta-feira (6) que não apoiará nenhuma ação ou procedimento que se afaste dos mecanismos institucionais na eleição do presidente da Fifa em março, um apoio tácito a Gianni Infantino em meio à crise desencadeada por sua proposta de vender uma participação na Copa do Mundo.
A Conmebol havia apoiado a reeleição de Infantino para o mandato de 2027 a 2031 em uma reunião de seu conselho realizada em abril, muito antes de o dirigente ser obrigado a se retratar, na semana passada, do plano de criar uma subsidiária para administrar a Copa do Mundo e alguns de seus eventos por meio da participação de investidores externos.
Embora a Fifa tenha reconhecido erros na gestão do projeto, que foi totalmente rejeitado por várias confederações, e tentado acalmar os ânimos durante uma reunião no Marrocos, a crise colocou em dúvida a liderança de Infantino antes das eleições de março, nas quais ele buscará um quarto mandato até 2031.
A Conmebol comemorou, em um comunicado, a decisão da Fifa de retirar a proposta e expressou sua preocupação com “as repetidas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação”.
