BRASIL - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que os ataques de Milei a Lula fazem parte de uma estratégia do presidente da Argentina para se consolidar como principal liderança da extrema direita na América Latina e ampliar sua popularidade. Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a postura do mandatário argentino busca fortalecer uma "onda azul" na região e alinhá-lo politicamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com interlocutores do governo, essa avaliação também explica a decisão de Lula de não responder diretamente às declarações feitas por Javier Milei nas últimas semanas.
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Planalto evita confronto direto com Milei
A estratégia do governo brasileiro é evitar que Milei ganhe protagonismo político a partir dos ataques ao presidente brasileiro.
Segundo aliados de Lula, responder diretamente às provocações poderia contribuir para fortalecer a imagem que o presidente argentino tenta construir como principal representante da direita latino-americana.
Na semana passada, ao comentar a participação de Milei na convenção nacional do PL, Lula ironizou ao ser questionado sobre o argentino.
"Eu? Quem é esse cara?"
Ainda segundo auxiliares do presidente, a expectativa é que Milei mantenha as críticas durante o período eleitoral brasileiro.
