O presidente da Comissão de Sindicância do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Luis Felipe Salomão, votou nesta 5ª feira (6.ago.2026) pela condenação do ministro Marco Buzzi por importunação sexual. No voto, a comissão defendeu a aplicação da pena de perda do cargo.
O Pleno do tribunal julga o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra o magistrado, investigado em 2 casos de importunação sexual. Para a condenação, são necessários 17 votos dos 28 ministros presentes à sessão.
O voto da comissão tem 156 páginas e representa também os ministros Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva. O Poder360 antecipou o posicionamento da comissão na 4ª feira (5.ago.2026).
O subprocurador-geral da República, José Adonis, alterou o parecer da acusação e passou a defender a aplicação da punição mais grave a Marco Buzzi. A manifestação foi apresentada durante o julgamento do PAD pelo Pleno do STJ nesta 5ª feira (6.ago.2026).
Na manifestação, a acusação citou a nova regulamentação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), aprovada na 3ª feira (4.ago.2026), para defender a aplicação da disponibilidade com perda do cargo. Na prática, se a punição for confirmada, o ministro será afastado definitivamente da função, mas continuará recebendo remuneração até que o STF (Supremo Tribunal Federal) analise a validade da decisão.
DEFESA DE BUZZI
Marco Buzzi acompanha o julgamento do plenário ao lado de seus advogados.
