Aviso: o texto abaixo trata de abuso sexual infantil e contém descrições factuais sobre esse tipo de conteúdo circulando em anúncios pagos. Não há reprodução de imagens ou trechos explícitos.
A Meta exibiu e lucrou com dezenas de anúncios pagos contendo material de abuso sexual infantil gerado por inteligência artificial em suas plataformas. A informação é da revista Wired, que teve acesso aos dados com pesquisadores do Tech Transparency Project (TTP).
Os anúncios circularam pelo Facebook, Instagram, Messenger e Threads entre novembro de 2025 e agosto de 2026, segundo a apuração. Parte deles seguia ativa até poucos dias antes da publicação da reportagem nesta quarta-feira (5).
Pesquisadores identificaram mais de 50 anúncios
O TTP encontrou mais de 50 anúncios em imagem e vídeo com conteúdo abusivo na biblioteca de anúncios da própria Meta, ferramenta de transparência que cataloga peças publicitárias veiculadas nas plataformas da empresa.
Alguns deles direcionavam usuários para aplicativos de "nudificação", que geram imagens de nudez a partir de fotos reais.
Katie Paul, diretora do TTP, afirmou à Wired que as peças não faziam qualquer esforço para disfarçar o conteúdo que promoviam. Segundo ela, os anúncios foram revisados e aprovados pela própria Meta antes de irem ao ar, o que os diferencia de publicações feitas por terceiros na rede.
