O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduziu a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano. Para Adauto Lima, economista-chefe da Franklin Templeton Brasil, a decisão veio em linha com o esperado, e a comunicação desta rodada foi mais clara do que a anterior, que havia gerado ruídos no mercado.
Em entrevista, Lima avaliou que o Copom demonstrou estar comprometido com o atingimento da meta de inflação. Segundo ele, tanto o comunicado quanto a postura do comitê indicam que a instituição acredita que boa parte dos choques inflacionários deve se dissipar no horizonte relevante, já no primeiro trimestre de 2028.
Na avaliação de Lima, a reunião anterior do Copom foi marcada por problemas de comunicação, especialmente no comunicado oficial. “A ata, de alguma forma, corrigiu o que ficou muito nebuloso ou ficou conflitante no comunicado”, afirmou.
Ele destacou que a projeção de inflação em 3,2%, contra a meta de 3%, não representa necessariamente um desvio preocupante, desde que esse número não siga subindo de uma reunião para outra. “O 3,2 sugere que você está buscando a meta no horizonte relevante”, disse.
Condições para novo corte em setembro
Lima apontou que a próxima decisão do Copom ficou deliberadamente em aberto, condicionada à evolução dos dados econômicos.
