Um comitê do Senado dos Estados Unidos, de maioria republicana, aprovou nesta quinta-feira (6) uma resolução para declarar o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), Anthony Fauci, em desacato ao Congresso.
A medida foi tomada depois que Fauci se recusou a responder perguntas durante uma audiência sobre sua atuação na pandemia de COVID-19, invocando repetidamente a Quinta Emenda da Constituição dos EUA, que garante o direito de não produzir provas contra si mesmo.
Fauci foi convocado a depor sob juramento pelo Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado, presidido pelo senador republicano Rand Paul, um dos seus principais críticos desde a pandemia.
Durante a audiência, realizada na semana passada, o médico invocou a Quinta Emenda mais de cem vezes e se recusou a responder aos questionamentos dos senadores.
Os republicanos concentraram as perguntas em decisões tomadas durante a pandemia, como as políticas de distanciamento social, uso de máscaras, pesquisas financiadas pelo governo americano e as investigações sobre a origem da COVID-19.
A audiência também ocorreu após a divulgação de mais de mil páginas de anotações pessoais e diários de Fauci, que passaram a ser usados pelos senadores como base para os questionamentos.
