O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 5ª feira (6.ago.2026) que o mercado financeiro ainda demonstra incerteza sobre o futuro da economia brasileira. Ele também negou que o governo estude desvincular o salário mínimo ou controlar capitais.
Segundo ele, a avaliação dos investidores depende da definição do projeto para o próximo mandato presidencial. A sinalização, afirmou, influencia a confiança necessária para a rolagem da dívida pública e para os investimentos no país.
Em entrevista à GloboNews, Durigan declarou que não existe “má vontade” do mercado em relação ao governo. A declaração foi dada ao comentar a viabilidade econômica de um eventual 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O chefe da equipe econômica disse que os investidores reagem ao cenário eleitoral e às dúvidas sobre a condução da política fiscal nos próximos anos.
“Eu não reputo aqui a má vontade. O que eu acho é que, dentro de alguns momentos em que você tem muita instabilidade, o mercado naturalmente reage a essa incerteza”, disse.
Segundo o ministro, os investidores reconhecem medidas adotadas pela Fazenda, como o cumprimento das metas fiscais e o bloqueio de R$ 17 bilhões, mas ainda avaliam a trajetória das contas públicas nos próximos anos. “O mercado olha para o Brasil e diz: eu ainda vejo incerteza na trajetória de futuro”, afirmou.
