A St George Mining estuda separar as terras raras do Projeto Araxá, em Minas Gerais, em três produtos distintos ainda no Brasil, como parte de uma estratégia para agregar valor ao material antes da comercialização.
Em entrevista ao Mapa da Mina, programa de mineração da CNN, o diretor operacional da companhia no Brasil, Thiago Amaral, afirmou que os estudos avaliam uma corrente composta principalmente por elementos leves, como lantânio e cério, outra concentrada em neodímio e praseodímio e uma terceira formada por samário e elementos mais pesados.
“Estamos chegando aos carbonatos e oxalatos mistos do nosso material. Queremos fazer pelo menos uma separação inicial no Brasil para agregar valor. O que temos estudado e identificado como possível é uma primeira separação de lantânio e cério, uma segunda de neodímio e praseodímio e outra corrente com samário e elementos mais pesados. Esse é o estudo que estamos fazendo”, disse Amaral.
O neodímio e o praseodímio estão entre os elementos de maior interesse comercial por serem utilizados na fabricação de ímãs permanentes, empregados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. Já o lantânio e o cério são mais abundantes, enquanto os elementos mais pesados costumam ter menor disponibilidade e aplicações especializadas.
A rota industrial ainda está em estudo.
