A morte do filho do jogador de futebol Gustavo Simões foi confirmada pelo Ypiranga Futebol Clube nesta quinta-feira (5). Diante do óbito, os pais decidiram autorizar a doação de órgãos do menino.
A fatalidade desperta a atenção para os processos e trâmites envolvidos na doação de órgãos no Brasil.
No Brasil, a doação de órgãos é um processo estruturado que exige, obrigatoriamente, a autorização familiar pós-morte. O procedimento se inicia logo após a constatação do falecimento e a devida comunicação aos parentes.
Para que os transplantes sejam realizados, o protocolo médico segue etapas específicas:
Diagnóstico de morte encefálica: A doação só é possível quando há a confirmação de morte encefálica, condição caracterizada pela parada irreversível das funções do cérebro, embora os outros órgãos ainda estejam recebendo oxigênio artificialmente.
Avaliação clínica: A equipe médica realiza exames detalhados para analisar as condições de saúde dos órgãos e verificar a compatibilidade biológica com os potenciais receptores que aguardam em lista.
Cirurgia de retirada: Após a autorização por escrito da família, os órgãos e tecidos são retirados cirurgicamente por uma equipe médica especializada.
Preservação e transporte: Para garantir a viabilidade das estruturas retiradas, o transporte até os hospitais transplantadores é feito de maneira rápida e segura.
Transplante: Por fim, os órgãos são implantados cirurgicamente nos receptores compatíveis de forma coordenada.
