Novas imagens da superfície do Sol, com resolução sem precedentes, foram divulgadas em um estudo publicado nesta quarta-feira (5) na revista Nature, revelando a presença de redemoinhos de plasma na camada visível da estrela, com papel essencial no transporte de energia.
Os registros foram capturados pelo maior telescópio solar do mundo, o Telescópio Daniel K. Inouye, da NSF (Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos), durante estudo de uma equipe internacional de pesquisadores liderada pelo NSO (Observatório Solar Nacional).
Essas são as imagens de maior resolução espacial e temporal já registradas da fotosfera solar, que demonstram, pela primeira vez com clareza, como a dinâmica de fluidos em escala microscópica desempenha um papel crucial no transporte de energia do interior do Sol para suas camadas exteriores.
Os redemoinhos observados, de acordo com os pesquisadores, são manifestações de instabilidades de KHI (Kelvin-Helmholtz), fenômeno que ocorre quando duas camadas de fluido em velocidades diferentes entram em contato.
Na superfície do Sol, o plasma aquecido que sobe do interior interage com o plasma mais frio que afunda, criando turbulências magnéticas em forma de ondas e espirais.
A capacidade de resolver essas pequenas estruturas turbulentas é essencial para compreender como a energia magnética é convertida em calor, ajudando a explicar o aquecimento da corona solar e os mecanismos que impulsionam o vento solar.
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