O YouTube detalhou por que determinados vídeos feitos com inteligência artificial ficam fora do seu programa de monetização, o YouTube Partner Program (YPP).
Segundo Matt Halprin, vice-presidente de Confiança e Segurança da empresa, três tipos de conteúdo classificados como "inautênticos" perdem o direito a receber pagamento, mesmo quando produzidos com ferramentas de IA. A explicação foi dada em entrevista ao canal Creator Insider e reproduzida pelo Engadget nesta quarta-feira (5).
A companhia não proíbe o uso de inteligência artificial na produção de vídeos. Halprin afirma que o YouTube é "agnóstico" em relação às ferramentas usadas pelos criadores. A mudança recente trocou o termo "conteúdo repetitivo" por "conteúdo inautêntico" nas diretrizes, exigindo que qualquer vídeo do YPP demonstre esforço e criatividade.
As regras valem apenas para quem busca monetização dentro do programa de parceiros. Elas não se confundem com as diretrizes gerais da comunidade, que proíbem nudez e discurso de ódio para todos os usuários da plataforma, independentemente de gerar receita.
Três categorias de conteúdo ficam fora do pagamento
A primeira categoria reúne vídeos genéricos, repetitivos ou baseados em templates, com pouca variação entre uma publicação e outra. Halprin classifica essa prática como "content farming", quando o canal é preenchido por vídeos padronizados criados apenas para gerar receita.
