Os roubos de alianças diminuíram 12,5% na cidade de São Paulo entre janeiro e maio deste ano. Foram 2.192 ocorrências registradas no período, contra 2.505 nos cinco primeiros meses de 2025, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. A redução é significativa, mas não significa que o medo tenha deixado de fazer parte da rotina de quem vive ou circula pela capital.
Por trás dos números está uma realidade que vai além das estatísticas. Para muitas vítimas, o roubo de uma aliança não representa apenas a perda de um objeto de valor, mas uma abordagem marcada por ameaça, violência e, em alguns casos, agressões físicas. É justamente essa experiência que ajuda a explicar por que a sensação de insegurança permanece mesmo diante da redução dos indicadores criminais.
Um dos episódios que ainda chama atenção aconteceu em fevereiro de 2025. Uma médica de 67 anos foi violentamente agredida durante uma tentativa de roubo enquanto fazia exercícios na Avenida Doutor Francisco de Paula Vicente, no bairro Continental. Ela foi abordada por dois homens em uma motocicleta, por volta das 5h, e chegou a ficar internada em uma Unidade de Terapia Intensiva após o ataque.
O caso revela o impacto que esse tipo de crime pode provocar. Para quem está na rua, principalmente em horários de pouco movimento, a possibilidade de ser surpreendido por criminosos transforma trajetos cotidianos em momentos de tensão.
