O endividamento das famílias brasileiras alcançou 82,0% em julho de 2026. É o maior patamar da série histórica, iniciada em 2015. O avanço de 0,4 ponto percentual em relação aos 81,6% de junho evidencia o comprometimento da renda nacional, o que afeta diretamente a capacidade de consumo e dita o ritmo do setor produtivo.
Os dados foram publicados nesta 5ª feira (6.ago.2026) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Eis a íntegra (PDF - 1 MB).
O percentual corresponde ao número de famílias que relataram ter dívidas a vencer com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
O percentual de famílias que se consideram muito endividadas caiu de 17,2% em junho para 17,1% em julho. Já as que se consideram pouco endividadas aumentou de 34,2% para 35,0% no mesmo período.
A proporção de lares com contas em atraso caiu de 29,9% para 29,8%. De acordo com o presidente da entidade, José Roberto Tadros, as renegociações auxiliam os consumidores.
“Os números mostram que é preciso avançar em medidas que aliviem o bolso do trabalhador“, diz o dirigente.
O tempo de atraso nos pagamentos registrou queda pelo 3º mês consecutivo. A média fixou-se em 64,6 dias, o menor patamar verificado desde dezembro de 2025. A parcela de pagadores com pendências superiores a 90 dias recuou para 48,5%. A mudança ajuda a atenuar o acúmulo de juros.
