O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, concedeu mais três dias para que a Meta guarde e preserve as informações de 51 páginas do Facebook e do Instagram investigadas em ação do PL sobre uma milícia digital que teria atuado contra filiados do partido, especialmente o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
A Meta afirmou que a ordem judicial envolve um relatório de 942 páginas e 2.694 URLs, o que exige mais tempo para inserção e validação das informações. Segundo a empresa, a preservação dos dados já foi iniciada.
De acordo com o PL, a rede seria formada por perfis temporários e artificiais, responsáveis por impulsionar conteúdos negativos com investimentos incompatíveis com o alcance orgânico.
O relatório do PL que gerou ação no TSE
O levantamento apresentado pelo partido sinaliza que foram identificadas 51 páginas com essas características, responsáveis por 4.607 anúncios impulsionados entre março e o fim de junho, que somaram cerca de 250 milhões de visualizações.
O relatório também aponta gastos de aproximadamente R$ 3 milhões, além de US$ 20 mil e 42 mil pesos colombianos em anúncios. A legenda estima que os conteúdos tenham alcançado entre 77 milhões e 137 milhões de brasileiros no Facebook e no Instagram.
+ Saiba mais sobre Política em Oeste
A legenda pede a remoção dos anúncios considerados irregulares e que a Meta forneça dados como endereços IP, registros de pagamento e identificação dos administradores das contas.
