*Por Philippe Rosa A dependência de sistemas digitais tornou a continuidade operacional uma preocupação central para empresas de praticamente todos os setores. Bancos processam pagamentos em tempo real, seguradoras dependem de plataformas para autorizações e sinistros, varejistas concentram vendas e estoques em sistemas integrados, enquanto operações industriais, logísticas e de telecomunicações funcionam sobre arquiteturas que precisam permanecer disponíveis de forma contínua. Quando um desses ambientes falha, o impacto se espalha rapidamente por diferentes áreas do negócio.
A dimensão financeira desse problema vem crescendo. Uma pesquisa divulgada em 2026 pela Splunk, em parceria com a Oxford Economics, estima que interrupções e degradações de serviços gerem um custo agregado anual de US$ 600 bilhões para as empresas que compõem o Global 2000. O valor representa aumento de 50% em relação a 2024 e mostra que a indisponibilidade deixou de ser uma ocorrência restrita à área de tecnologia. Seus efeitos alcançam receita, produtividade, relacionamento com clientes e percepção de mercado.
Ainda assim, muitas organizações continuam calculando o impacto de uma falha principalmente pelo tempo em que o sistema permaneceu fora do ar. Esse indicador é relevante, mas oferece uma visão incompleta.
