Um novo relatório aponta que criminosos já roubaram mais de R$ 150 milhões (US$ 30 milhões) de detentores de criptomoedas em todo o mundo, apenas no primeiro semestre de 2026. O número representa um crescimento dos ataques violentos contra investidores de criptoativos.
As informações são do “2026 Mid-Year Crypto Crime Report” da Chainalysis, empresa global de inteligência e investigação em blockchain. O estudo aponta que o Brasil configura entre os quatro países com maior número acumulado de ocorrências registradas desde 2023, ao lado de França, Estados Unidos e Tailândia.
“Caso esse ritmo seja mantido até o fim do ano, o volume efetivamente roubado poderá superar o registrado em 2025, que atualmente representa o maior total anual observado pela empresa com US$ 58 milhões (R$ 297 milhões)“, afirma o relatório, que reforça que o crime deixou de ser um fenômeno isolado e passou a afetar diferentes mercados de criptomoedas ao redor do mundo.
Os US$ 30 milhões representam, na verdade, apenas parte do impacto financeiro com os ataques, que incluem invasões a residências, sequestros e situações de refém, por algumas vezes chamados de “ataques de chave inglesa“.
Quando a análise inclui também valores exigidos pelos criminosos, tentativas que não resultaram em pagamento, recursos posteriormente congelados e ativos recuperados, os montantes associados às ocorrências chegam a cerca de US$ 107 milhões, ou R$ 550 milhões, nos primeiros seis meses deste ano.
