No comunicado que acompanhou a decisão de cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para 14% ao ano, nesta quarta-feira, 5, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deixou a “porta aberta” para uma nova redução da Selic na reunião de setembro, mas evitou se comprometer com qualquer posição antecipadamente.
A avaliação é de economistas e analistas do mercado consultados pela reportagem de Oeste ainda na noite de quinta-feira, pouco depois do anúncio da queda dos juros. O corte de 25 pontos-base na Selic é o quarto consecutivo promovido pela autoridade monetária.
A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.
Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.
Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
