SÃO LUÍS - Um dos defeitos mais detestado na política é a traição. No Maranhão, existem políticos que têm como marca exatamente esta característica tão repulsiva no meio político. Não é somente uma mudança de lado em uma eleição. A traição é vista como algo mais profundo que se equipara a ingratidão. E é desta forma que o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), tem sido considerado pelo grupo palaciano e as consequências chegaram para ele.
Em 2024, durante o segundo turno das eleições municipais em Imperatriz, o então prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), já reeleito, correu para a segunda maior cidade do Maranhão para declarar apoio a candidata do PL, Mariana Carvalho. Ela disputava com Rildo Amaral, que recebeu todo o apoio do grupo palaciano que não queria a vitória de Mariana para ela não apoiar Braide numa disputa para o governo.
Acontece que, menos de dois anos, Rildo Amaral - eleito prefeito de Imperatriz com toda a estrutura e força do Palácio dos Leões - esqueceu que Braide apoiou sua adversária, deixou a base do governo e declarou apoio ao candidato do PSD.
Claro que não foi de graça. Para Amaral, o candidato ao Senado, André Fufuca (PP), prometeu a primeira suplência para a esposa do prefeito, Perla Amaral.
Acontece que Rildo fez tudo isso sem se atentar que a esposa e o irmão, Flamarion Amaral (PV), são filiados a partidos da base do governo. E sendo assim, correria o sério risco de retaliações. E elas vieram.
