A escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República revela tendências importantes da campanha, segundo Lucas de Aragão, cientista político e sócio da Arko Advice. Ao WW, Aragão avaliou que Gaspar será o porta-voz de Flávio em assuntos relacionados ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O cientista político disse ainda que o resultado político da escolha é baixo, mas que ela aponta para uma estratégia clara do candidato.
De acordo com Aragão, Flávio Bolsonaro (PL) tentou, ao longo de toda a pré-campanha, atrair nomes como Tereza Cristina (PP-MS) e a assessora econômica Daniella Marques para compor a chapa. No entanto, a dificuldade em formar coligações com partidos médios e grandes do Centrão acabou limitando as opções da candidatura.
Centrão sem interesse em aliança nacional
O sócio da Arko Advice explicou que os partidos de centro têm como principal objetivo eleger bancadas, e não necessariamente apoiar candidaturas presidenciais. “O partido hoje político de centro tem como principal objetivo, não o interesse em quem vai ser presidente da República, mas sim eleger bancadas”, afirmou Aragão.
Segundo ele, divisões regionais, polarização, verticalização e prioridades distintas dificultam a formação de alianças nacionais, o que acabou restringindo a escolha do vice ao próprio PL.
