Durante entrevista exibida na terça-feira 4, no programa Conversa com Bial, da TV Globo, o ator Wagner Moura abordou o impacto negativo da polarização política em sua vida pessoal. Ele relatou estar exausto com a hostilidade que recebe em razão de seus posicionamentos públicos.
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Falando direto de Atenas, na Grécia, Moura ressaltou a importância do afeto para superar divisões políticas. “No final, o que importa é o amor", disse. "É um clichê, mas é verdade. É o afeto, é o que a gente sente pelas pessoas que estão próximas da gente. E, se tiver empatia suficiente, pelos outros também, inclusive os que pensam diferente da gente. Estou cansado de ser odiado por uma galera. É cansativo.”
Wagner Moura fala em resistência e tolerância
Apesar do cansaço provocado pelas críticas, Wagner Moura explicou que não pretende abandonar sua postura. “Eu vou morrer dizendo as coisas que acho", afirmou.
"Posso estar errado, mas a minha natureza é dizer o que penso. A tolerância é um fator fundamental, um pilar da democracia. Você tem que ser tolerante. O que, para mim, é assustador é que não estamos mais vendo a realidade da mesma forma.”
Moura também respondeu aos comentários que questionam sua coerência por defender causas de esquerda mesmo depois de conquistar estabilidade financeira. Ele argumentou que a "busca por justiça social não está ligada à condição econômica".
