Principais associações do setor de transporte marítimo instaram as Nações Unidas a se oporem à cobrança de pedágios e taxas de serviço para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma vez que o Irã e Omã estão prestes a finalizar um acordo sobre essa via navegável estratégica, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã.
Oito grupos do setor marítimo assinaram, na segunda-feira (3), uma carta aberta conjunta endereçada à ONU e à IMO (Organização Marítima Internacional), alertando que a implementação de pedágios poderia elevar os custos para os consumidores e comprometer os princípios da livre navegação.
“Uma vez estabelecido tal precedente, torna-se cada vez mais difícil resistir a medidas semelhantes em outros lugares, gerando incerteza para o transporte marítimo internacional e o comércio global”, dizia a carta.
“Essas consequências vão além dos custos de transporte, contribuindo para preços de energia mais elevados, maior inflação e maior incerteza econômica. Em última análise, esses impactos terão um custo humano, afetando meios de subsistência em todo o mundo.”
Na segunda-feira, o Irã declarou que pretende cobrar “taxas” por diversos serviços marítimos oferecidos em conjunto com Omã no Estreito de Ormuz, assim que a via navegável for aberta, segundo a mídia estatal.
Isso representaria uma mudança significativa em relação à situação anterior ao conflito, quando nenhum país controlava a navegação pela via.
