Durante sua visita ao Congo na quarta-feira, o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, instou as autoridades a priorizarem o atendimento e o apoio aos profissionais de saúde que atuam na resposta à crise. A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras afirmou esta semana que o surto ainda está "se espalhando em um ritmo alarmante e sem precedentes" e que a resposta, que vem sendo ampliada com novas medidas, "ainda não está chegando às comunidades com rapidez suficiente para interromper as cadeias de transmissão".
AP/Constant Same Bagalwa
Dezenas de profissionais de saúde que trabalham no epicentro do surto de Ebola no Congo realizaram protestos nesta quinta-feira (6) para exigir o pagamento de seus salários.
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Segundo os manifestantes, que foram para a frente do gabinete do governador de Bunia, capital da província de Ituri, que concentra quase 90% dos casos de Ebola no país, eles não recebem salários nem bônus pelo trabalho de combate à doença desde que o surto foi declarado em meados de maio.
“Com essa forma de gerir as coisas, o Ebola não vai acabar nesta província. Pedimos às autoridades que se envolvam a todos os níveis para que uma solução seja encontrada rapidamente”, disse Edouige Makosi, um dos profissionais.
Profissionais de saúde no epicentro do surto de Ebola no Congo protestam contra a falta de pagamento
