Rússia lança bombardeio intenso, mata 21 e destrói centros logísticos na Ucrânia
Depois de pisar em uma mina terrestre, Oleg Shikin foi levado ao hospital com estilhaços no crânio, queimaduras no rosto e na mão e ferimentos no olho esquerdo, no peito, nos braços e nas pernas. Parte de seu crânio teve de ser removida cirurgicamente.
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Shikin havia se alistado para, em troca, ser libertado de uma colônia penal russa. Nos últimos quatro anos, enquanto a Rússia busca recrutar mais soldados para a guerra contra a Ucrânia, dezenas de milhares de presos fizeram a mesma escolha.
Após o tratamento, Shikin foi encaminhado para uma avaliação médica militar, que determinaria se ele estava "inapto para o serviço militar", condição que permite que soldados sejam dispensados durante a guerra.
A recomendação foi que ele passasse por uma nova avaliação depois de um mês de licença médica. Em vez disso, foi enviado de volta à linha de frente, com uma placa de titânio na cabeça.
Documentos judiciais apontam que soldados feridos eram enviados de volta ao combate sem as avaliações médicas previstas em lei.
Nurphoto/Getty Images via BBC
O caso de Shikin é um entre dezenas revelados pela BBC News Rússia. Documentos judiciais disponíveis ao público mostram acusações recorrentes de que comandantes enviaram soldados feridos de volta ao combate, em vez de encaminhá-los às avaliações médicas exigidas por lei.
Como a Rússia manda soldados feridos de volta para a linha de frente na Ucrânia
