O governo da Coreia do Norte informou na 4ª feira (5.ago.2026) que vai traçar estratégias militares para um cenário em que o país precise entrar em confronto com o Japão. A declaração foi lida por Kim Yo-jong, diretora do Departamento de Assuntos Gerais do Partido dos Trabalhadores da Coreia e irmã de Kim Jong-un. Eis a íntegra do documento (PDF - 61 kB, em inglês).
Segundo Kim Yo-jong, o planejamento é necessário com a decisão de o Japão se remilitarizar, o que é uma das bandeiras da primeira-ministra nipônica, Sanae Takaichi (PLD, direita), desde que assumiu o país em novembro do ano passado. O estopim que ligou o alerta na Coreia do Norte foi um teste de míssil Tomahawk de longo alcance realizado pelo Japão no final de julho.
Kim Yo-jong afirmou que o Japão está traindo sua Constituição pacifista e provocando tensões na região do Pacífico. Ela rechaçou os argumentos japoneses de que as compras de equipamentos militares são para defesa. Disse que o Japão deseja se tornar uma superpotência militar para realizar ofensivas contra os países vizinhos.
“Quando as armas caem nas mãos dos descendentes de militaristas que herdaram genes de astúcia e agressão, coisas desagradáveis certamente acontecerão”, disse Kim Yo-jong. “Uma maneira eficaz é fazer com que o próprio Japão perceba que sua segurança foi exposta a um perigo ainda maior devido à ganância excessiva que demonstrou. Você precisa fazê-los se arrepender”, declarou.
