As empresas estatais chinesas de energia estão expandindo rapidamente a produção de combustível de aviação sustentável, em um projeto apoiado pelo Estado que pode restringir o fornecimento global de uma matéria-prima essencial para as companhias aéreas europeias.
Impulsionada por prioridades estratégicas nacionais, a China anunciou 16 novos projetos de SAF (combustível de aviação sustentável, na sigla em inglês) no 1º semestre de 2026, em comparação com 4 no resto do mundo, segundo a BloombergNEF. Empresas estatais, incluindo a China Petroleum and Chemical Corp. (ou Sinopec) e a China National Petroleum Corp., foram responsáveis por quase metade dos novos empreendimentos, marcando uma mudança em um setor anteriormente liderado por refinarias privadas.
A expansão poderá levar a uma escassez global de óleo de cozinha usado até 2028, interrompendo as cadeias de abastecimento dos mercados europeus que dependem das exportações chinesas para cumprir os requisitos de emissões da aviação, afirmou a BloombergNEF em um relatório de 3 de agosto.
O óleo de cozinha usado representa 80% da matéria-prima utilizada na produção comercial atual de SAF. A China fornece quase metade do óleo de cozinha usado mundial, tornando-se uma fonte fundamental para a transição global do combustível de aviação.
Com a União Europeia e o Reino Unido implementando mandatos de mistura de SAF a partir de 2025, a demanda europeia por matéria-prima chinesa aumentou acentuadamente.
