O Palmeiras encerrou o 1º semestre de 2026 com deficit contábil de R$ 124 milhões, valor muito superior ao planejado no orçamento para o período (R$ 19,3 milhões), segundo o balanço financeiro divulgado pelo clube. Leia a íntegra (PDF - 428 KB ).
O principal motivo foi a decisão da diretoria de manter o elenco e abrir mão de receitas com a venda de jogadores. O clube recusou propostas por Flaco López, sondado pelo Spartak Moscou, da Rússia, e Allan, alvo do Aston Villa, da Inglaterra. Juntas, as negociações renderiam mais de R$ 260 milhões em valores fixos.
A estratégia foi preservar os principais atletas.
O orçamento estimava arrecadar R$ 200 milhões com transferências de jogadores até junho. Somadas às receitas do Nubank Parque e de outras fontes, a expectativa era alcançar R$ 242,4 milhões. Na prática, o clube arrecadou R$ 87,1 milhões: R$ 37,4 milhões com a arena e R$ 49,3 milhões com o futebol profissional, categoria que inclui as negociações de atletas.
Para 2026, o clube projeta receita total de R$ 1,2 bilhão e superavit de R$ 11,2 milhões.
No 1º semestre, porém, arrecadou R$ 432,3 milhões, abaixo dos R$ 619 milhões projetados. A diretoria ainda espera recuperar parte da diferença com a janela de transferências do meio do ano e com a premiação das competições. O Palmeiras disputa o Campeonato Brasileiro, a Copa Libertadores e a Copa do Brasil.
A receita com publicidade e patrocínio também ficou abaixo do esperado.
