Em um momento em que medicamentos para emagrecimento ocupam o centro das discussões sobre saúde e padrões estéticos, o novo longa-metragem “Insaciável” transforma essa obsessão em horror. Com ecos do mais recente sucesso “A Substância” (2024), a produção dirigida por Natalie Erika James (“Relíquia Macabra”) usa o conceito de “body horror” (horror corporal) para discutir compulsão alimentar, cultura da dieta e a busca incessante pelo corpo ideal. Distribuído pela Diamond Films, o filme estreia nos cinemas nesta quinta-feira (6).
A história acompanha Hana (Midori Francis), uma universitária que encontra o que parece ser a solução definitiva para emagrecer. Determinada a alcançar o corpo que acredita ser ideal, ela inicia um tratamento radical à base de pílulas sem questionar sua origem, até descobrir que os comprimidos são produzidos a partir de cinzas humanas.
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Mesmo diante da revelação, Hana segue consumindo o medicamento, mergulhando em uma espiral de obsessão e consequências cada vez mais perturbadoras.
“Insaciável” bebe da recente onda do chamado beauty horror, vertente do body horror que utiliza transformações físicas grotescas para refletir sobre os impactos psicológicos e sociais dos padrões de beleza.
