Planetas errantes, corpos celestes que vagam pelo espaço sem orbitar uma estrela, já são conhecidos pela astronomia. No entanto, uma dúvida permanecia: o que acontece com as luas desses planetas quando eles são expulsos de seus sistemas? Um novo estudo buscou responder a essa questão por meio de milhares de simulações de encontros estelares.
Pesquisadores do Observatório de Leiden, na Holanda, analisaram cerca de 34 mil cenários em que uma estrela passa próxima de um sistema planetário e altera sua dinâmica gravitacional. Os resultados, publicados no servidor de pré-impressões arXiv, indicam que a sobrevivência de uma lua depende principalmente da distância em que ela orbita seu planeta. Além disso, as características dessas órbitas podem ajudar os astrônomos a reconstruir como ocorreu a expulsão desses sistemas.
A distância da lua determina seu destino
O trabalho, conduzido por Yannick Badoux e Simon Portegies Zwart, acompanhou o destino de planetas e de suas luas durante encontros próximos com outras estrelas.
Segundo as simulações, o fator decisivo é o chamado raio de Hill, região ao redor de um planeta onde sua gravidade supera a influência gravitacional da estrela hospedeira. É dentro desse limite que uma lua consegue permanecer em órbita.
Os pesquisadores verificaram que luas localizadas até aproximadamente 40% do raio de Hill tendem a continuar acompanhando o planeta mesmo após sua expulsão do sistema.
