Durante muito tempo, falar sobre desempenho em jogos significava olhar principalmente para a placa de vídeo e o processador. Hoje, porém, a memória RAM passou a ocupar um espaço central nessa conversa. Os 16 GB têm sido recomendados como ponto de partida e, em alguns casos, os 32 GB já deixam de ser exagero para se tornarem uma escolha de conforto e estabilidade.
Isso não acontece por acaso. Os jogos estão deixando de ser experiências lineares e fechadas para se tornarem ecossistemas digitais cada vez mais complexos. Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB) 2025, no Brasil, onde 75,3% da população consome jogos digitais e o PC Gamer vive uma "Nova Era de Ouro", a busca por upgrades tornou-se uma necessidade real.
Os jogos modernos exigem mais do hardware em velocidade e renderização, forçando o jogador brasileiro a ir além dos antigos padrões de configuração. E, nesse cenário de evolução, a memória RAM se torna um bem precioso.
Mundos maiores exigem mais memória
O primeiro motivo para a maior exigência de RAM em games atualmente é o tamanho dos mundos. Jogos de mundo aberto precisam manter uma grande quantidade de informações disponível: regiões do mapa, personagens não jogáveis, missões, veículos, objetos, efeitos climáticos, sons e eventos dinâmicos. Mesmo que o jogador esteja em apenas uma área, o sistema precisa antecipar seus próximos movimentos e carregar conteúdos próximos para evitar travamentos ou longas telas de carregamento.
