Maior conflito armado na Europa desde a 2ª Guerra Mundial, a guerra na Ucrânia produziu uma transformação silenciosa no mercado brasileiro de combustíveis. O conflito travado a cerca de 10 mil quilômetros do Brasil mudou não apenas a origem de parte do diesel consumido no país, mas também os ganhos de quem passou a importar tal combustível.
Em pouco mais de 2 anos, empresas pouco conhecidas -como Nimofast, Atem, Refit, Cia Petro, entre outras (leia mais abaixo)- transformaram-se em protagonistas de um mercado bilionário impulsionado pelos descontos oferecidos pela Rússia depois das sanções impostas por parte do Ocidente ao país.
Enquanto companhias tradicionais mantiveram atitude cautelosa, novos importadores ampliaram rapidamente sua participação nas compras de petróleo e diesel russos e passaram a disputar espaço com gigantes já estabelecidas.
O Poder360 cruzou dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), da plataforma de monitoramento marítimo MarineTraffic e do think tank Crea (Centre for Research on Energy and Clean Air) para mostrar quem são os novos barões do petróleo.
Até hoje não existia um retrato completo de quem lucrou com o diesel russo no Brasil. O cruzamento inédito de bases públicas e privadas permitiu reconstruir esse mercado e mostrar como a guerra alterou o mapa das importações brasileiras de combustíveis.
