As empresas citadas pelo Poder360 na série sobre a importação de diesel russo afirmam que suas operações seguem a legislação brasileira, políticas internas de compliance e as regras internacionais aplicáveis.
O jornal digital mostrou que empresas brasileiras importaram R$ 6,2 bilhões em diesel sancionado russo durante a guerra na Ucrânia. E que o movimento de importações, iniciado em 2022, levou à ascensão de novos barões do diesel no país.
As manifestações foram enviadas após questionamentos sobre a compra de derivados produzidos na Rússia, a utilização de embarcações sancionadas por governos estrangeiros e os mecanismos adotados para verificar a regularidade das operações.
Em linhas gerais, as importadoras sustentam que as aquisições são realizadas dentro da legislação brasileira e que mantêm procedimentos de verificação sobre fornecedores, embarcações e demais contrapartes comerciais. Também afirmam que o Brasil não adota automaticamente sanções impostas unilateralmente por Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido.
Os órgãos do governo federal adotaram posição semelhante.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) informou que atualmente não existem restrições quanto ao país de origem dos combustíveis importados e que sua atuação se concentra na autorização das importações e na fiscalização da qualidade dos produtos. A agência afirmou ainda que a verificação de sanções impostas a embarcações não integra suas competências.
