O lançamento recente do Galaxy Z Fold 8, com seu novo formato estilo passaporte, foi uma jogada muito bem pensada da Samsung contra a Apple. Não porque o aparelho em si seja sensacional - ele até parece que é bem legal, por mais que tenha suas limitações óbvias e eu precise testar para ter certeza de quão bom ou ruim ele é -, mas sim porque, com um timing impecável e algumas decisões bem-feitas, a coreana conseguiu de uma vez só reforçar o seu portfólio contra a ameaça do iPhone dobrável que deve sair esse ano, cortar argumentos de cópia, estabelecer vantagem econômica e ainda alavancar sua experiência nos dobráveis para convencer o público geral de que as opções dela são superiores.
É uma verdadeira jogada de xadrez 4D, não necessariamente no sentido de ser algo realmente genial, mas sim por ser um movimento estratégico que ataca e defende simultaneamente para atingir resultados em quatro dimensões diferentes ao mesmo tempo, e eu vou explicar cada uma delas agora.
Dimensão 1: espaço
O desenvolvimento de um iPhone dobrável pela Apple é um dos segredos mais mal-guardados da história recente da tecnologia. Já faz anos que circulam patentes, boatos de testes e outros burburinhos pelo mercado e nos portais de notícia tech - nós inclusos. E isso inclui o provável formato peculiar do dobrável, que lembra o de um passaporte.
