O BC (Banco Central) entregou o esperado ao anunciar o corte de 0,25 ponto nos juros, trazendo a Selic a 14%, e evitou se comprometer com os próximos passos, ressaltando a necessidade de novos dados para as futuras decisões.
Para analistas ouvidos pelo CNN Money, a decisão unânime mostra cautela da autoridade monetária em meio ao cenário de incertezas domésticas e internacionais.
Ao ler o comunicado, Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, apontou para o balanço assimétrico do BC. Segundo o recado, há mais chances para pressionar a inflação para cima do que para baixo.
“Decisão é cautelosa apesar de unânime: inflação ainda acima da meta, riscos inclinados para cima (expectativas, câmbio, serviços), e o Comitê vai acompanhar cenários e ajustar conforme novas informações”, disse.
“Hoje o mercado está apostando em pelo menos mais um corte em 2026, mas o ritmo depois disso é incerto.”
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A autoridade monetária destacou no comunicado que a “magnitude total do ciclo de calibração” - ou seja, os próximos passos para a decisão de juros, “será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.
