Crise de imigração em Ceuta: União Europeia vai ajudar a Espanha a reforçar o controle nas fronteiras
A entrada em massa de imigrantes pelos portões que separam a Europa da África não é uma novidade. Espanhóis estão acostumados a grandes ondas de pessoas chegando ao mesmo tempo pelas fronteiras de Ceuta e Melilla, exclaves da Espanha no norte da África. Mas por que os imigrantes chegam em ondas?
➡️ Há cinco dias, cerca de 72 mil imigrantes entraram ao mesmo tempo na Espanha pela fronteira entre o Marrocos e Ceuta. Ceuta e Melilla são duas cidades espanholas que ficam em territórios no norte da África conquistados por Espanha e Portugal na guerra contra a ocupação moura na Península Ibérica, no século XV. Veja o mapa mais abaixo
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As entradas em massa em Ceuta não são incomuns, mas até então elas ocorriam por terra, em dezenas de episódios nos últimos anos, imigrantes entraram em grandes grupos em Ceuta e Melilla, pulando cercas ou invadindo portões de fronteiras.
👉 Foi justamente pulando uma dessas cercas que os pais do jogador de futebol Nico Williams, uma das estrelas da seleção espanhola, chegaram à Espanha.
A chegada em grandes grupos é uma tática comum nessa rota migratória para surpreender autoridades e tornar inviável que policiais consigam conter tanta gente ao mesmo tempo. Foi assim em 2014, quanto centenas de pessoas pularam uma cerca de Melilla ao mesmo tempo (veja na imagem abaixo).
Crise em Ceuta: por que os imigrantes chegam em ondas? Entenda a tática
